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gravidade no. 2





teoria das cordas no.1


 

espirais no. 1


 

seleção natural no. 1

Tempo.

O impaciente,


O mesmo que se dobra em favor de que algo aconteça

Oferece uma resistência tremenda se algo nunca acontece


Então as coisas mudam.


É doido como a gente nunca tá ali quando a maré vira,

Quando o leite ferve


A paisagem no caminho

O horizonte intangível, imóvel.


Se torna o tremelicar dos postes e fios

E antes que você possa culpar qualquer coisa pela falta de conforto que isso causa


Não tem ninguém ali pra ver.


A maré virou.


O cenário das suas idéias se mudaram

ou você se mudou delas?


Certo é, o padrão cede pouco a pouco às suas fragilidades.

E antes de ruir por completo

Se vê rasgado por seus meios


Seus pedaços, como estrelas


São diversos,

Onipresentes.


Por isso nunca padecem,

Se transformam.


Como se o entorno de um horizonte imutável,

Sempre adiante

Nos trouxesse conforto.


Nos distraindo do caminho para que possamos fazer parte dele.

    

big bang no. 1

Os olhos que se abrem agora
Enxergam uma vida que é outra
o seu corpo
uma capa.

Um buraco terrível
Que não se contenta em existir e emana,
Um buraco em expansão.

Aquele buraco que naquele momento esmagava sua alma com força de cem abismos.
Respirava.

Como monômeros em contato com uma atmosfera de alta troca energética
ele era propício.
Ágil como a mitocôndria.,
Devastador como a fissão nuclear
Devastador sim.
Porque naquele momento seu estômago trazia uma fome congelante.
A fome de um balão prestes a inflar-se sacudindo toda aquela matéria superdensa
aquilo que estava engasgado em seu peito
E tudo que esse balão precisava era de nada mais que um vazio
Um vazio inexplicável.
Um vazio absurdo.
Absurdo como a vez que um balão que quis inexistir com tanta força
que acabou criando tudo o que houve além dele.
Ele vomita,
Estrelas.
O Plasma,  pulsante, esférico,
subjulgado por si mesmo.