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Tempo.
O impaciente,
O mesmo que se dobra em favor de que algo aconteça
Oferece uma resistência tremenda se algo nunca acontece
Então as coisas mudam.
É doido como a gente nunca tá ali quando a maré vira,
Quando o leite ferve
A paisagem no caminho
O horizonte intangível, imóvel.
Se torna o tremelicar dos postes e fios
E antes que você possa culpar qualquer coisa pela falta de conforto que isso causa
Não tem ninguém ali pra ver.
A maré virou.
O cenário das suas idéias se mudaram
ou você se mudou delas?
Certo é, o padrão cede pouco a pouco às suas fragilidades.
E antes de ruir por completo
Se vê rasgado por seus meios
Seus pedaços, como estrelas
São diversos,
Onipresentes.
Por isso nunca padecem,
Se transformam.
Como se o entorno de um horizonte imutável,
Sempre adiante
Nos trouxesse conforto.
Nos distraindo do caminho para que possamos fazer parte dele.
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o seu corpo
uma capa.
Um buraco terrível
Que não se contenta em existir e emana,
Um buraco em expansão.
Respirava.
Como monômeros em contato com uma atmosfera de alta troca energética
ele era propício.
Ágil como a mitocôndria.,
Devastador como a fissão nuclear
Devastador sim.
Porque naquele momento seu estômago trazia uma fome congelante.
A fome de um balão prestes a inflar-se sacudindo toda aquela matéria superdensa
aquilo que estava engasgado em seu peito
E tudo que esse balão precisava era de nada mais que um vazio
Um vazio inexplicável.
Um vazio absurdo.
Absurdo como a vez que um balão que quis inexistir com tanta força
que acabou criando tudo o que houve além dele.
Ele vomita,
Estrelas.
O Plasma, pulsante, esférico,
subjulgado por si mesmo.


