Tempo. O impaciente, O mesmo que se dobra em favor de que algo aconteça Oferece uma resistência tremenda se algo nunca acontece Então as coisas mudam. É doido como a gente nunca tá ali quando a maré vira, Quando o leite ferve A paisagem no caminho O horizonte intangível, imóvel. Se torna o tremelicar dos postes e fios E antes que você possa culpar qualquer coisa pela falta de conforto que isso causa Não tem ninguém ali pra ver. A maré virou. O cenário das suas idéias se mudaram ou você se mudou delas? Certo é, o padrão cede pouco a pouco às suas fragilidades. E antes de ruir por completo Se vê rasgado por seus meios Seus pedaços, como estrelas São diversos, Onipresentes. Por isso nunca padecem, Se transformam. Como se o entorno de um horizonte imutável, Sempre adiante Nos trouxesse conforto. Nos distraindo do caminho para que possamos fazer parte dele.